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HISTÓRICO

As origens do município de Curuçá estão relacionadas com a presença dos missionários da Companhia de Jesus na região às margens do rio Curuçá, durante o século XVII, a partir estabelecimento de missões religiosas naquele território. Primeiramente, os padres jesuítas ficaram acampados na localidade hoje conhecida por Abade, mas como o lugar não lhes provia das condições básicas de sobrevivência (água escassa e ruim), partiram em busca de um lugar melhor. Às margens do rio Curuçá, encontraram uma feitoria de pesca e, no mesmo local, acabaram por fundar uma fazenda, batizando-a com o mesmo nome do rio (que na língua tupi significa "cruz"), denominação esta que perdurou até 1755. A fazenda, erguida sob a devoção de Nossa Senhora do Rosário, posteriormente, deu origem à atual cidade de Curuçá.

Com a expulsão dos jesuítas, em decorrência da Lei Pombalina de 1755, o Governador e Capitão-General do Grão-Pará, Francisco Xavier de Mendonça Furtado, elevou a Fazenda Curuçá à categoria de Vila, com o nome de Vila Nova D'El Rei, constituindo, assim, o Município.

Segundo o historiador Palma Muniz, após a Independência do Brasil, em 26 de abril de 1833, a Vila Nova D'El Rei foi abalada pela chegada do ato do Conselho de Governo da Província que, dando uma nova organização municipal ao Pará, extinguiu o município de Curuçá, ficando o seu território anexado à área patrimonial do município de Vigia. Isso enfureceu os seus habitantes o que ocasionou sérios distúrbios, gerados por questões políticas, até a chegada do tenente Boa Ventura Ferreira Bentes, que restabeleceu a ordem, fazendo com que seus habitantes concordassem em lavrar uma declaração, no cartório do Juiz de Paz, segundo a qual prometiam conservar a ordem e a paz pública.

Em 25 de junho de 1833, a Câmara Municipal que havia sido extinta, e que na ocasião era presidida por José Rufino das Neves, reuniu-se para pedir ao presidente da Província, Machado de Oliveira, a revogação do ato de extinção de Curuçá, solicitação esta que não foi acatada, tendo o presidente alegado que o Município não tinha homens capazes de formar o governo municipal.

Durante a Cabanagem, a antiga vila de Curuçá foi alvo de vários ataques dos revoltosos. Num desses ataques, os cabanos destruíram o Arquivo da Câmara, escapando apenas um livro de Atas, referente ao período de 1831-1833, que serviu de protocolo para a criação da Freguesia de Nossa Senhora do Rosário de Marapanim, criada sobre as ruínas da vila de Curuçá.

Em 1850, a Resolução nº 167, de 21 de novembro, devolveu a Curuçá o predicamento de Vila e de Município, ocorrendo a sua reinstalação no dia 1º de janeiro de 1853; como presidente, tomou posse na Câmara Municipal, o senhor Teotônio de Brito Chucre.

Em 1854, segundo a Resolução nº 269, de 16 de outubro, o Governo Provincial autorizou a mudança da sede municipal para o lugar denominado Ponta do Abade. Todavia, essa transferência não chegou a ser executada, devido à resistência contraposta por seus habitantes, permanecendo, assim, em Curuçá, a sede do Município.

Com o advento da República, o Governo Provisório do Pará, dentro das novas normas, extinguiu as Câmaras Municipais. A Câmara de Curuçá foi extinta no dia 20 de fevereiro de 1890, através do Decreto nº 65; nesta mesma data, foram criados os Conselhos de Intendência, através do Decreto nº 66, com a nomeação de seus integrantes, em sessão que foi presidida pelo senhor Horácio Barbosa de Lima, na qual também ocorreu a Adesão do Município à República.

Em 1895, mediante a Lei Estadual nº 236, de 14 de maio, a Vila de Curuçá foi elevada à categoria de cidade, sob o topônimo original de Curuçá.

Após a Revolução de 1930, o município de Curuçá teve seu território ampliado em função da incorporação das terras do município de Marapanim, que foi extinto segundo o Decreto nº 78, de 27 de dezembro. Entretanto, pelo Decreto nº 111, de 21 de janeiro de 1931, a extinção do município de Marapanim foi tornada sem efeito, sendo o seu território novamente desmembrando da área patrimonial de Curuçá.

Em 1932, o município de Curuçá foi extinto, passando o seu território a integrar a jurisdição de Castanhal, de acordo com o Decreto Estadual nº 680. No entanto, foi restabelecido em 1933, segundo o Decreto Estadual nº 1.136, desanexando-o daquele Município.

Em 1938, o município de Curuçá perdeu o distrito de Monte Alegre de Maú, que foi incorporado ao município de Marapanim, através do Decreto-Lei Estadual nº 3.131, de 31 de outubro.

Em 1955, parte do município de Curuçá foi desmembrado para construir o município de Boa Vista do Iriteua, conforme a Lei nº 1.127, de 11 de março, a qual foi considerada inconstitucional, no mesmo ano, pelo Supremo Tribunal Federal.

Em 1991, pela Lei nº 5.709, de 27 de dezembro de 1991, Curuçá teve parte de seu território desmembrado para a criação do município de Terra Alta.

Atualmente, o município de Curuçá está integrado pelos distritos de Curuçá (sede), Lauro Sodré, Murajá e Ponta de Ramos.

CULTURA

No calendário de manifestações religiosas do município de Curuçá, destacam-se três festividades. Em junho, no dia 29, acontece a festa em homenagem a São Pedro. Em setembro, no segundo domingo, é a vez da Festa de Nossa Senhora do Rosário, que começa com a realização da transladação da imagem da santa da igreja Matriz para a capela de Nossa Senhora do Rosário, com percurso de cerca de três quilômetros, feito em, pelo menos duas horas, contando com as paradas para as homenagens à santa. Em dezembro, no terceiro domingo, é ocorre a festa em louvor a São Benedito. É comum a todas essas ocasiões festivas do Município, a realização de procissões, ladainhas, arraial, leilões, derrubada de mastros de flores e festas dançantes, todos bastante movimentados.

Na última semana do mês de junho, é realizado um festival onde são apresentados os grupos de folia (romaria musical), quadrilhas juninas, lundu, boi-bumbás, pássaros e grupos de carimbó. Entre estes últimos, os de maior destaque são os grupos "Centenário", 'Samaritanas" e "Brasa Viva".

O artesanato local é marcado por uma produção de peças com caráter utilitário, como pequenas embarcações e apetrechos de pesca (espinhéis, tarrafas e currais), sem, contudo, constituírem elementos de identificação do Município.

Curuçá é carente de equipamentos culturais, contando, apenas, com uma Biblioteca Pública, mantida por um convênio entre a Prefeitura local, a Secretaria de Estado de Cultura (Secult) e o Instituto Nacional do Livro (INL).

Contagem da População 2007 33.768
Área da unidade territorial (km²)

673

 

Geografia

Clima: Equatorial superúmido

Mesorregião: Nordeste Paraense

Microrregião: Salgado

Altitude: 10 metros

Latitude: 0,73388 graus e decimais de graus

Longitude: - 47,85278 graus e decimais de graus

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