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HISTÓRICO

O município de Eldorado do Carajás originou-se de um loteamento particular, implantado dentro das terras do município de Curionópolis pelo senhor Geraldo Mendonça, proprietário da fazenda Abaeté, o qual, também, emprestou-lhe o nome. Os primeiros moradores do loteamento Geraldo Mendonça foram os senhores Manoel Alves da Costa - o "Gordo" -, que chegou ao local em 02/05/80, José Leandro, Cícero Tiago da Silva e vários outros trabalhadores. Outras pessoas chegaram ao local atraídas pela implantação do Projeto Ferro Carajás e, posteriormente, pelo advento do garimpo de Serra Pelada. O somatório desses fatores e o conseqüente desenvolvimento que eles trouxeram para o loteamento, contribuíram para que ele se transformasse numa das localidades mais importantes do município de Curionópolis, passando a ser conhecida já com o nome de Eldorado do Carajás.

Quando em 1988, Marabá teve sua área territorial desmembrada para constituir o município de Curionópolis, segundo a Lei nº 5.444, de 10 de maio, havia uma expectativa muito grande por parte da população local que queria saber se a nova sede municipal seria ou não instalada em Eldorado do Carajás. Alguns líderes chegavam a afirmar que ocorreram interferências políticas para que a sede fosse instalada em Curionópolis, em detrimento de Eldorado, tendo em vista oferecer melhores condições para isso. Este fato gerou um certo descontentamento entre os moradores de Eldorado, transformando-se, todavia, em um dos elementos primordiais e responsável por conseguir manter a sua população em permanente mobilização em busca de sua emancipação político-administrativa, e nesse ponto a participação da comunidade foi decisiva. Logicamente que outros fatores somaram-se à insatisfação dos habitantes do lugar: a expansão dos serviços considerados essenciais para a comunidade não acompanhou, na mesma magnitude, o crescimento populacional; além disso, havia a crença de que a emancipação por si só seria a solução para todos os problemas da comunidade.

A importância da localidade de Eldorado do Carajás para o município Curionópolis era tanta, que a Câmara de Vereadores aprovou um documento dirigido à Assembléia Legislativa do Estado alertando os parlamentares para o prejuízo que Curionópolis iria sofrer caso Eldorado fosse emancipado. A implantação de uma sub-prefeitura no povoado de Eldorado, então, foi uma tentativa de aproximar a administração pública dos problemas do lugar e poder solucioná-los. Mas, na prática, a existência desta sub-prefeitura na área pouco serviu para que os problemas de ordem administrativa fossem solucionados a tempo. E à medida que o povoado de Eldorado crescia, ampliava-se a demanda por bens e serviços que continuavam a não serem atendidos satisfatoriamente.

A primeira etapa da mobilização popular culminou com a elaboração de um abaixo-assinado pela impugnação do desmembramento de Curionópolis, uma vez que também havia opiniões contra a desvinculação da localidade de Eldorado daquele Município, caso o primeiro viesse a ganhar autonomia municipal.

Os trâmites legais para a emancipação de Eldorado do Carajás iniciaram-se no dia 18 de março de 1987, pelo ofício 05/87, do deputado Geovanni Queiroz ao presidente da Assembléia Legislativa, deputado Mariuadir Santos, encaminhando o abaixo-assinado dos eleitores residentes e domiciliados no então povoado de Eldorado, requerendo a instalação do processo de emancipação político-administrativa.

Cumpridas as formalidades legais, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) fixou a data do plebiscito, que foi realizado no dia 28 de abril de 1991, oportunidade em que a população se manifestou favorável ao desmembramento da localidade de Eldorado do município de Curionópolis. Do total de 1.415 eleitores que compareceram ao pleito eleitoral, 1.323 votaram sim e 30 votaram não, além de 58 votos em branco e 4 nulos.

Pela Lei nº 5.687, estatuída pela Assembléia Legislativa do Estado do Pará e sancionada pelo Governador Jáder Barbalho, no dia 13 de dezembro de 1991, foi criado o município de Eldorado do Carajás, com área desmembrada do município de Curionópolis, com sede onde é hoje Eldorado, que passou à categoria de cidade denominada de "Eldorado do Carajás".

A escolha do nome Eldorado tem a ver com o "boom" do ouro naquela região, uma nova esperança para milhares de brasileiros que, tangidos pelo desemprego crônico, resultado da crise econômica, para lá migraram na expectativa de realizar seus sonhos de riqueza e, consequentemente, melhorar suas condições de vida. O complemento "do Carajás" foi em função da proximidade do Município com a Serra do Carajás e a influência que o Projeto exerce em toda aquela área.

Compõe-se somente do distrito-sede de Eldorado do Carajás.

CULTURA

A ocupação recente de Eldorado dos Carajás por populações oriundas de várias regiões do país, gerou uma grande heterogeneidade na sua composição. Até os dias de hoje, esse fator ainda inibe o desenvolvimento de manifestações culturais ou folclóricas no Município. Dessa maneira, não se observam eventos culturais típicos do local, nem mesmo as festas juninas, tradicionais e tão comuns nas Regiões Norte e Nordeste.

No que se refere aos cultos religiosos, existem terreiros de umbanda localizados no Km 102, no cruzamento da PA-275 com a PA-150. Entre as religiões oficiais, destacam-se as igrejas evangélicas e católicas, havendo uma predominância das evangélicas, no que se refere ao número de adeptos e de templos.

Com relação aos eventos religiosos que podem oferecer algum espaço para definição da cultura local, destacam-se as festas religiosas realizadas pela Igreja Católica em homenagem à padroeira local, Nossa Senhora das Dores, que acontece no período de 4 a 12 de setembro, com uma programação que engloba as celebrações de missas, novenas, procissões e um arraial. Além dessa, há também a festa em homenagem a Irmã Adelaide de Morinari, uma freira morta acidentalmente em 1985, por um pistoleiro que pretendia assassinar o dirigente sindical Arnaldo Delcídio Ferreira, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais. Este fato ocorreu no lugar onde está localizada uma parada de ônibus popularmente chamada de Terminal Rodoviário, de onde sai anualmente uma procissão, que percorre 28 Km em direção ao município de Curianópolis até o local onde a freira foi sepultada.

No município de Eldorado do Carajás é quase inexistente a presença de praças e centros esportivos, o que limita em muito as oportunidades da/de prática de esporte e lazer, principalmente no que diz respeito às crianças e aos adolescentes, que ficam privados dessas atividades. Trata-se de um aspecto preocupante, uma vez que, diante das poucas alternativas de recreação saudável, a população jovem está sujeita a optar pela freqüência de bares e similares.

O Município não dispõe dos principais meios de difusão da cultura, tais como cinema, teatro, biblioteca, livrarias e jornais, entre outros.

Existem três serviços de alto-falantes na cidade, sendo dois volantes e o outro fixo. Através destes serviços são veiculadas as informações de interesse público, bem como as propagandas das empresas e estabelecimentos comerciais do local. Em relação à televisão, são captadas imagens diretas da TV Globo, mediante o auxílio de antena parabólica.

Contagem da População 2007 28.554
Área da unidade territorial (km²)

2.957

 

Geografia

Clima: Equatorial superúmido

Mesorregião: Sudeste Paraense

Microrregião: Parauapebas

Altitude: 140 metros

Latitude: - 6,10417 graus e decimais de graus

Longitude: - 49,35528 graus e decimais de graus

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