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HISTÓRICO

Segundo as informações contidas nos folhetos do Tenente-Coronel Agostinho Monteiro Gonçalves de Oliveira, intitulados "Chronica de Igarapé-miry", as origens do município antecedem ao reinado de D. João V, no início do século XVIII.

Já nessa época, no lugar conhecido como Igarapé-Miri, às margens do igarapé de mesmo nome, existia uma fábrica nacional para aparelhamento e extração de madeiras de construção, que eram comercializadas em Belém. De todas as fábricas do ramo no Pará, aquela era a mais proveitosa, considerando estar situada em terrenos planos, sólidos e férteis, margeada, em sua maior parte, pelo igarapé Cataiandeua, pelo qual desciam facilmente as madeiras ali lavradas.

Em 10 de outubro de 1710, João de Melo Gusmão conseguiu do Governador, o Capitão-General Cristóvão da Costa Freire, a cessão de uma sesmaria, contendo duas léguas de terra no Igarapé-Miri, muito embora não tenha fixado residência no local. Esse ato do governo, em favor de quem não residia sequer nos terrenos cedidos, causou grande descontentamento entre os posseiros, agricultores e comerciantes ali estabelecidos, que exigiram elevadas indenizações pelas benfeitorias por eles efetuadas no lugar. Por esse motivo, Gusmão foi obrigado a vender-lhes a maior parte dos terrenos, cabendo ao agricultor e comerciante português Jorge Valério Monteiro, comprar a parte onde estava situada a referida fábrica. A fertilidade do solo do então povoado de Igarapé-Miri, a riqueza de seus habitantes e o brilhantismo das festas religiosas atraíram muitos estrangeiros que acabaram por se estabelecer naquelas terras.

Pouco tempo depois, Jorge Monteiro casou-se com Ana Gonçalves de Oliveira, filha do próspero agricultor Antônio Gonçalves de Oliveira. A excelente compra que fizera e o bom casamento realizado deu-lhe rápida prosperidade. Foi dona Ana quem trouxe de Portugal a devoção a Sant'Ana; daí é que Monteiro mandou construir, em 1714, uma bela capela sob a devoção/invocação da santa, na qual eram realizados grandes festejos anuais.

O português Jorge Monteiro enriqueceu tanto que, em 1730, resolveu voltar para a Europa, vendendo suas propriedades para o agricultor João Paulo Sarges de Barros.

Sarges de Barros também prosperou com a fábrica do povoado de Igarapé-Miri. Além disso, continuou com a tradição da Festa de Santana, tornando-a, porém, mais pomposa. Reconstruiu a capela, ampliando-a e preparou a área a sua volta para as barraquinhas dos festejos. Por ocasião da visita do bispo D. Frei Miguel de Bulhões, a capela de Santana recebeu o predicamento de paróquia, no dia 29 de dezembro de 1754.

Um dos filhos de João Paulo de Sarges de Barros, João Sarges de Barros, ordenou-se padre e foi o primeiro vigário da paróquia de Igarapé-Miri, ali permanecendo até seu falecimento, em 1777.

Coube a Sebastião Freire da Fonseca (apelidado de Carambola e natural de Mazagão da África), proprietário de uma fazendola no povoado de Igarapé-Miri, o feito de escavar um canal de navegação para substituir o antigo Furo Velho que estava abandonado e obstruído. As obras tiveram início em 1821, sendo concluídas, de forma incompleta, em novembro de 1823, em virtude de um desastre que lá aconteceu. Apesar disso, o novo canal constituiu-se numa obra capital para o desenvolvimento da região, uma vez que a navegação tornou-se franca.

A então freguesia de Santana do Igarapé-Miri sofreu com os rigores da guerra da Cabanagem, em 1835, tendo oferecido resistência aos invasores na figura do juiz de paz, José Antônio Pereira de Castro. Na mesma época em que invadiram Belém, em agosto, os cabanos - chefiados por Manoel Domingos, Alexandre Carlos, Manoel de Souza e João de Souza - cercaram a freguesia de Igarapé-Miri, exigindo-lhe a rendição. Como houve resistência em se entregar, os combates começaram. Com a vitória dos revoltosos, os cabanos invadiram a Freguesia e deram início a atos violentos, através de fuzilamentos, na Praça da Matriz, e assassinatos com armas brancas.

Em 1836, com a chegada das forças legais, os cabanos começaram a ser derrotados nas vilas e lugarejos onde tinham se estabelecido. Assim, a freguesia de Igarapé-Miri voltou à legalidade, através da ação do tenente João Lima de Castro Gama, auxiliado por José Alves, José Gonçalves Chaves e Ambrósio José da Trindade.

Em 1843, a Lei nº 113, de 16 de outubro, concedeu à freguesia de Igarapé-Miri a categoria de Vila, instituindo, ao mesmo tempo, o respectivo Município. No ano seguinte, o Decreto Legislativo nº 118, de 11 de setembro, anexou à vila de Igarapé-Miri as freguesias de Abaeté e Cairari. A instalação do Município ocorreu, efetivamente, dois anos após a sua criação. Vitorino Procópio Serrão do Espírito Santo foi o primeiro presidente da Câmara Municipal, instalada, conjuntamente com o Município, em 26 de julho de 1845.

Em 1877, através da Lei nº 885, de 16 de abril, a freguesia de Abaeté foi desmembrada do município de Igarapé-Miri e passou a integrar o patrimônio jurisdicional de Belém, até o ano de 1880, quando foi elevada à categoria de Vila.

Com o advento da República, o Governo Provisório do Pará extinguiu as Câmaras Municipais, a 19 de fevereiro de 1890 pelo Decreto nº 60, criando em seu lugar, o Conselho de Intendência, através do Decreto nº 61, de 20 de fevereiro do mesmo ano, nomeando Francisco Antônio Lobato Frade para presidente.

Em 1896, a vila de Igarapé-Miri ganhou os foros de cidade, mediante a Lei nº 438, de 23 de maio de 1896.
Após a vitória da Revolução de 1930, o Decreto nº 6, de 4 de novembro daquele ano, extinguiu o município de Igarapé-Miri, anexando-o ao território de Abaetetuba. Todavia, quase (que) simultaneamente, pelo Decreto Estadual nº 78, de 27 de dezembro seguinte, voltou a ganhar a sua autonomia municipal.

Atualmente, o Município está constituído pelos distritos de Igarapé-Miri (sede) e Maiauatá.

CULTURA

Um extenso calendário de festividades movimenta a população do município de Igarapé-Miri durante todo o ano.

A principal manifestação religiosa é a festa em homenagem à padroeira, Nossa Senhora de Santana, que teve início no ano de 1714, quando foi erguida a primeira igreja da santa. As comemorações acontecem no período de 16 a 26 de julho, e inicia com o Círio terrestre, no qual, pela manhã, a imagem da santa sai da Igreja Matriz, localizada na sede municipal, e segue em procissão rodoviária pelas principais ruas de Igarapé-Miri, até chegar à centenária igreja da vila de Maiuatá, distante 17 km da cidade, de onde sairá a procissão fluvial. O Círio fluvial acontece no último dia da festa, à tarde, percorrendo os rios Meruú e Miri, e retornando à igreja Matriz. As festividades são acompanhadas de arraial e leilões de animais e artigos diversos oferecidos pela comunidade.

Destaca-se, ainda, a Festa de São Sebastião, com festejos que começam desde o dia 9 de janeiro, com a "ramada", isto é, o embandeiramento da casa de festejo, embora a festa seja realizada somente no dia 20 desse mês. O Círio é realizado no dia 11, e, no dia 20, dá-se a derrubada do mastro.

A festas de Santo Antônio dos Inocentes e de Santa Maria da Boa Esperança, realizadas nos meses de junho e agosto, respectivamente, completam o calendário de eventos religiosos do município.

Entre as manifestações culturais de Igarapé-Miri, há o originalíssimo auto junino, cultivado apenas no Município, representado pelo grupo Cordão do Camarão. Os bois-bumbás "Estrela D'alva" e "Flor de Ouro", e o "Pássaro Galo" completam o quadro das manifestações populares no Município. Por ocasião das festas juninas, as escolas e os grupos locais organizam quadrilhas.

A produção artesanal é variada. Do barro, são confeccionados alguidares e vasos; da tala, os artesãos produzem peneiras, paneiros, tipitis, chapéus e matapis; do ouriço da castanha e da casca de sapucaia, são fabricados vasos; da casca do côco, são confeccionados cinzeiros e bonecas, entre outros.

O patrimônio histórico de Igarapé-Miri é formado pela igreja de Nossa Senhora Santana, pela Casa da Cultura e a pela capela do Bom Jesus.

Os únicos equipamentos culturais de que a cidade dispõe são uma Biblioteca Municipal e a Casa da Cultura.

Contagem da População 2007 54.673
Área da unidade territorial (km²)

1.997

 

Geografia

Clima: Equatorial superúmido

Mesorregião: Nordeste Paraense

Microrregião: Cametá

Altitude: 17 metros

Latitude: - 1,975 graus e decimais de graus

Longitude: - 48,95972 graus e decimais de graus

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